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sexta-feira, 29 de junho de 2012

Pipoca ou Piruá ?




A transformação do milho duro em pipoca macia é símbolo da grande transformação pela qual devem passar os homens e as mulheres, a fim de virem a ser o que devem ser. O milho de pipoca não é o que deve ser. Ele deve ser aquilo que acontece depois do "estouro". O milho são os seres humanos a que costumamos nos referir de "adormecidos", duros, impróprios para servir de alimento, incapazes de saciar a fome de justiça, amor, compreensão e verdade desta sofrida humanidade. 


Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo. Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca para sempre. 


Sim, as grandes transformações ocorrem pelo fogo. E vêm de repente. O fogo é quando a vida nos lança em situações inimagináveis. Pode ser o fogo de fora: perder um amor, um filho, emprego, bens, cair na pobreza, contrair doença... Pode ser o fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, contrariedades, depressão, conflitos, sensação de injustiça, sofrimentos cujas causas ignoramos. 


Aquele que não passa pelo fogo, permanece igual a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombrosas. Só elas não percebem. Acham que seu jeito de ser é o melhor jeito de ser. 


Há sempre o recurso do remédio: apagar o fogo. Sem ele, o sofrimento diminui. E, com isso, a possibilidade da grande transformação. 


A pobre pipoca, fechada dentro do recipiente cada vez mais quente, pensa que sua hora chegou. Dentro da sua casca, fechada em si mesma, não é capaz de imaginar destino diferente. Não percebe a transformação que está sendo preparada. Não imagina aquilo de que é capaz ou em que está prestes a se transformar...


O milho de pipoca que se recusa a estourar são aquelas pessoas que, por maior que seja o poder do fogo, se recusam a mudar. Acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que seu jeito de ser. Sua presunção ou orgulho e seu medo são a dura casca que não estoura. E esse destino é muito triste. Continuarão duras a vida toda. Não se transformarão na flor branca e macia. Não poderão trazer nem alimento para ninguém!


É preciso passar pelo fogo que, sem aviso prévio, PUM! produz a grande transformação. E o milho de pipoca aparece como outra coisa: completamente diferente do que ele próprio jamais poderia sonhar. Torna-se algo que em essência é o que de mais puro, belo e verdadeiro transportava em seu âmago. 


Restam no fundo do recipiente os "piruás" teimosos: milhos que se recusaram à transformação. Tem alguma utilidade? Que destino lhes está reservado? 


E você, em que gostaria de se tornar: Pipoca ou Piruá? 


Texto extraído do livro "O amor que Acende a Lua", cujo autor é Rubens Alves e adaptado para buscar uma sintonia mais natural com os espirais do novo tempo em que vivemos.


Bom final de semana!


Bj ;)


Mirna

Um comentário:

  1. Que sejamos eternas pipocas nesta vida...beijos e boa noite!

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Ei, deixe um recadinho antes de sair... bjs